quarta-feira, 10 de junho de 2009

Respirando

Doença e saúde, antagonistas da existência humana, recheadas de tantos saberes e crenças. Desde a Alopatia Clássica, até a cura pelo “sopro divino do espírito velho da tia zazá da floresta encantada”, a humanidade segue em busca de um equilíbrio, da tão falada felicidade.
Mas devemos nos lembrar que felicidade não é um final, felicidade é um estado, onde estamos por momentos de duração indeterminável. E esses momentos são construídos por toda gama de inter-relações que possuímos com objetos, pessoas, o mundo em geral.
Na vida cotidiana, vivemos em busca desta felicidade, que pode ser traduzida pela busca do equilíbrio, do prazer. Na correria, deixamos de fazer coisas que são absolutamente básicas e que geram muito mais qualidade de vida, conseqüentemente, prazer, equilíbrio e felicidade.
Respirar talvez seja a coisa mais simples e mais eficaz para uma mudança de vida. É o básico mais óbvio, mas mais uma vez o nosso dia-a-dia nos afasta deste movimento involuntário natural. Acabamos por respirar errado, absorvendo pouco ar, provendo com pouco oxigênio nosso corpo.
Em momentos de provação, podemos ficar dias sem água, comida ou sol, não ficamos nem cinco minutos sem respirar. O Cérebro, nossa central de comando, tem no oxigênio uma de suas matérias primas para o seu bom funcionamento. Por tanto respirar mal também gera mal funcionamento da nossa central de comando...e quando a central de comando não funciona direito, o resto também não funcionará. Portanto, respirar bem e certo faz tudo em nosso organismo funcionar melhor.
Respirar mais profundamente e com o abdômen é a forma certa de se respirar. Enquanto você está lendo este texto, respire profundamente, pelo menos por três vezes, inspirando, empurrando o abdômen pra fora e ao expirar puxando-o pra dentro...é ao contrario mesmo!!! Se possível perceba um bebê respirando...seus pequenos ombros quase não se mexem e seu abdômen fica pra fora e pra dentro, usando bem o diafragma, este músculo tão importante e tão esquecido.
Imaginem cada professor de cada escola antes de começar a aula usar cinco minutos de sugestão e exercício de uma correta respiração. Tenho certeza que as notas desta turma subiriam, pois respirar corretamente aumenta a concentração, trás harmonia e equilíbrio, também paras crianças.
Não estou afirmando que respirar bem vai resolver todos os problemas e todos seremos felizes, a Mágica está no cotidiano da vida! Mas se passarmos a respirar corretamente muitos benefícios ocorrerão, experimente. Respire fundo e boa sorte!
Próximo item a mudar nossa nutrição, vamos ver o q sai ...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A pluriatenção

Pronto, mudei o nome de uma doença! A partir de agora não existe mais DDA ou TDAH (se os psiquiatras podem inventar nomes, porque não posso...?)

A descrição do Distúrbio de Déficit de Atenção ou o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade acabaram de mudar de nome. Eu determino que passem a se chamar Pluriatenção.

A Pluriatenção não é uma doença. É uma maneira de interagir com o mundo de forma diferente da maioria. E essa maneira as vezes pode afetar o modus vivendi no qual a pessoa se encontra, daí pode ser necessário a ingetão de uma substância que melhora essa interação com o cotidiano. Essa substância normalmente é o Metilfenidato, mais conhecido pelo nome comercial de Ritalina.

E porque esta mudança? Simples: Rótulos. O comportamento humano sempre precisa ser rotulado com um nome bem pejorativo para que as pessoas se sintam mal e tomem remédio para isso. Quero deixar claro que não sou contra medicação. Apenas elas devem ser usadas de forma correta quando há o diagnóstico correto e bem feito, que não pode ser determinado com um olhar ou 15 minutos de conversa, em uma mesa que separe paciente e profissional em apenas uma consulta.

Não há raio-x nem exames clínicos para diagnósticos de condições diferenciadas de cognição. O que existe é o diagnóstico subjetivo do profissional, que infelizmente, atualmente está muito mal preparado para isso. Que sai treinado para rotular em uma classificação baseada em um grupo de comportamentos e atitudes aquilo que é inerente e individual ao paciente

Sou contra a desumanização e a setorização sócio-grupal que esta rotulação provoca. E o maior exemplo disso é a pluriatenção (eu disse que mudou de nome...). Esta característica (e não doença) é uma alteração na maneira de agir e reagir ao mundo. Do caso mais grave ao mais corriqueiro, deve-se levar em consideração para inicio de diagnóstico o momento da humanidade. Vivemos numa enxurrada de informação, onde você não precisa buscar nada. Tudo salta aos olhos, bancas de jornais, todo tipo de mídia, internet, recursos abundantes inundando nossos 5 sentidos. É quase natural que nossa percepção fique difusa, e alguém mais distraído já se sinta perdido. O estudo do comportamento humano não precisa gerar doenças.

Estou pisando num terreno minado aqui, não desconsidero a problemática causada pela pluriatenção, mas há de se perceber em que área da vida do sujeito esta alteração da atenção se mostra e se isso é significativo ou não na realidade individual do ser em questão.

É o que eu defendo, o estudo individualizado de cada caso, e a administração sim, de Ritalina (metilfenidato), nos casos em que a alteração seja significativa na vida do sujeito.

Será que como psicólogo, com quase 10 anos de experiência em consultório, não posso levantar a questão do porquê de criar um "novo medicamento" chamado "CONCERTA" cujo principio ativo é o mesmo da velha Ritalina e a única diferença é a dosagem e a liberação lenta e gradativa ao longo do dia? Ou seja, os dois são metilfenidato, um custa 17,53 reais 10 mg, o outro custa 255,35 até 347, 04 54 mg. Pagar mais de 200 reais pela liberação lenta e uma quantidade maior? Não parece ter algo errado? Será que alguém que precise tomar, que tem a alteração da atenção que prejudica o dia-a-dia, precisa pagar tão mais pela mesma substância? Só tendo a absorção e a quantidade diferentes?

Como um médico pode saber esta diferença se não existem exames clínicos que digam que isso é necessário? Não é completamente subjetivo à interpretação médica e que o paciente, já fragilizado pelo rótulo, recém colado em sua testa, nem vai questionar isso por não ter acesso a uma explicação completa e sincera sobre a realidade das "doenças" mentais? Se um médico conseguisse ser sensível para, perceber os sintomas em relação ao dia-a-dia do paciente (mesmo ele sendo criança); se ele desmistificasse a doençalização das maneiras de ser simplesmente humano e não rotulasse não agrupasse, não definisse como doença (problema) e sim, como uma auto-percepção de sua própria diferença em relação aos outros seres (ninguém é igual a ninguém). Se ele percebesse que cada individuo é único e deve ser tratado como tal. E se trabalhasse com a proposta de mudança de comportamento do próprio paciente perante a atitudes do paciente onde ele possua a alteração, usando técnicas de motivação ou, simplesmente, orientando para que ele perceba as alterações neste ou naquele comportamento, passando assim, a monitorar (ficando mais atento), se, simplesmente, não rotulasse de déficit ou síndrome (termos extremamente pejorativos), o principal objetivo de uma consulta médica: melhorar o estado atual de vida do paciente, não seria tão distorcido:

É uma pena que as faculdades de medicina formem máquinas de categorização de diagnóstico e em suas especializações mentais, rotuladores de doenças inventadas que não são comprovadas. Não se comprova, empiricamente, doenças e afetações mentais como à outras doenças como úlcera, ou diabetes, logo não deveria ter o mesmo tratamento.

Fica a pergunta: -A quem será que interessa humanizar mais o atendimento? A mim interessa e muito. Quero dormir em paz em meu travesseiro...

Se vc se sente rotulado ou se rotula, rompa esse processo. Saiba que são as suas diferenças que tornam você, você.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Prefácio do livro "A Hipnose do terceiro milênio" -- continua no ponto em vermelho para quem leu o início no orkut ...


(Escrito por mim...)


Quando comecei a estudar Psicologia, ainda desconhecendo os caminhos que essa área tão grande do conhecimento podia me proporcionar, deparei-me com as dificuldades iniciais de uma mudança tão radical. Afinal, havia concluído o 2º grau técnico em mecânica e trabalhava com consultoria de Informática. Por que então eu estava começando um curso superior tão distinto da minha realidade? Com um pouco de dúvida e indo contra todos os conselhos das pessoas que eu conhecia, iniciei o curso de Psicologia e nos 2 primeiros períodos quase o abandonei, pois a Informática me tomava cada vez mais tempo. No começo do 4º período, fazendo a disciplina eletiva de Tanatologia encontrei, em textos de Milton Erickson e Elizabeth Kübler-Ross, dentre outros, o verdadeiro motivo que me levou a estudar Psicologia: a psicoterapia clínica e suas possibilidades mais diversas no que tange o relacionamento cliente-terapeuta.
Empenhei-me então, a partir desse contato, a aprender as ferramentas que um psicoterapeuta pode e deve usar e, de todas que tive a oportunidade de conhecer, a técnica da hipnose foi a que mais me chamou a atenção. Fiz cursos, comecei a pesquisar em sites e grupos de discussão na Internet tudo o que era relativo ou acerca de hipnose. No próprio currículo da faculdade, disciplinas como Psicofisiologia e Neuroanatomia me fizeram prestar atenção ao aspecto fisiológico da hipnose e procurei entender os processos hipnoidais aos quais alguém pode ser submetido.
Em setembro de 1998 vi um cartaz no mural da faculdade: um curso de hipnose em um hospital público para psicólogos, médicos, odontólogos e estudantes em final de curso. Resolvi então me inscrever, pois o conteúdo programático tinha uma abordagem que me despertou interesse. Na aula inicial fechou-se a gestalt que me levou a fazer Psicologia. Estavam ali, no método desenvolvido pelo médico e psicoterapeuta Fernando Rabelo, tudo que eu admitia e acreditava sobre a solidariedade ao cliente e a eficácia terapêutica, com todas as teorias embasadas pela medicina ocidental, oriental e pela física quântica.
Senti necessidade de documentar o trabalho realizado, para que outras pessoas vissem o processo. Ofereci-me para filmar e fotografar. Numa grande sincronicidade, o Dr. Fernando estava procurando alguém que pudesse fazer isso, não só nas aulas, mas também nas triagens e aulas práticas. Assim, filmei e fotografei, além das aulas práticas, várias triagens coletivas de pacientes, onde eram realizadas anamneses iniciais e pequenas intervenções terapêuticas feitas pelo Dr. Fernando.
Durante esse trabalho eu tive a certeza de que, aquele método que a mim era apresentado, as teorias que o embasavam, a seriedade do trabalho e de quem o dirigia eram as bases de uma nova teoria que, se levada a sério, poderia revolucionar as bases da psicoterapia, pois nela levavam-se em conta aspectos que para muitos não tinham influência alguma, mas que aos olhos holísticos fazem toda a diferença. O resto da faculdade passou a ser “cumprimento de tabela”, pois o “campeonato” já estava ganho pela teoria da hipnose holística.
Na triagem de março de 1999 o Dr. Fernando não estava se sentindo bem. No começo de abril soubemos que ele estava com um câncer raro no cérebro. As triagens e os atendimentos foram suspensos, pois o diretor do Hospital, Dr. Edison Rodrigues da Paixão, logo após a licença médica do Dr. Fernando, mandou fechar o setor de hipnose. O curso continuou em outro local com aulas dos estagiários mais antigos, escolhidos e orientados pelo próprio Dr. Fernando, que mesmo com a doença continuou sendo nossa bússola teórica e prática.
Assim, após um ano de mudanças e muita luta, em abril de 2000 foi fundado, pelo Dr. Fernando, que à época se recuperava da segunda cirurgia, o Instituto Brasileiro de Hipnose Holística, que tem seu estatuto redigido com o objetivo de desenvolver, divulgar e promover o estudo, a pesquisa e as aplicações da Hipnose com uma abordagem holística, que considera o ser humano como uma totalidade indivisível, simultaneamente física, emocional, mental e espiritual.
Problemas políticos e burocráticos ainda não deixaram nosso trabalho continuar em outro hospital. Enquanto isso, mais de 2000 pacientes, entre os que estavam em atendimento e os que estavam aguardando serem chamados, estão sem atendimento, pois ainda não existe um “local” no sistema de saúde do município para o setor de hipnose.
Após duas cirurgias e 3 anos de luta contra essa doença tão avassaladora, O Dr. Fernando nos deixou em abril deste ano. Nós, admiradores e discípulos do seu trabalho, continuamos tentando não deixar a chama acendida por ele se apagar e com esse livro editado realizamos o desejo do nosso grande mestre: dar a todos uma visão da teoria e da prática da hipnose holística e energética desenvolvida por ele nesses 7 anos do setor de hipnose no Hospital Miguel Couto, o berço de todo esse trabalho. Tenho certeza que todos nós somos contemporâneos de um grande estudioso dos processos mentais e psicológicos do ser humano.
Meu querido amigo e mestre Fernando: Estamos conseguindo! Parabéns pelo livro! Tenho certeza de que de onde estiver você estará muito feliz. Continue na luta!
Muita Paz, Harmonia, Tranqüilidade, Amor e Equilíbrio a todos.
Lauro Rodriguez de Pontes - Psicólogo

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Turning Point. (ou flertando com o motivacional)

O Turning Point.

Em certos momentos, a vida parece nos colocar numa curva inesperada e sem sinalização prévia, na qual, ao percebê-la, temos o tempo mínimo de apenas tentar controlar a relação velocidade/direção/derrapagem para tentar manter o carro dentro dos limites da pista. Esses momentos geram uma descarga de adrenalina forte, nos acordam, nos deixam atentos.

Gosto muito da espressão Turning Point (algo como ponto de mudança ou na tradução do livro/filme, o espetacular “ponto de mutação” do Fritjof Kapra). E, assim como na natureza, em nossas vidas, temos pontos em que devemos e podemos mudar algo que não está direito, algo que queremos mudar e até então não conseguíamos. O Turning Point ocorre quando chegamos ao limite, a fronteira, quando a situação se torna insustentável ou acaba por si só.

Claro que não deveríamos deixar chegar até esse momento. Mas, nossa existência é um jogo de vetores de força, onde resultamos em direções e percepções que são embaçadas por estamos atuando no nosso próprio filme. É muito difícil enxergar “em terceira pessoa” nossa própria história enquanto estamos vivendo-a.

O Turning Point é o despertar, é o estalo para que uma nova realidade ocorra. Nutre-se da constatação da realidade, da necessidade urgente da mudança e da motivação da sensação de estar “ajeitando as coisas”, começando uma nova fase...
Não devemos entanto, viver no “vício da tentativa”, ficar achando sempre que “agora a coisa vai!” esse comportamento só faz andar em círculos. Para dar certo, concentre, medite sobre o momento atual, arrume suas coisas, faxine seu armário, gavetas, jogue fora tudo q não é necessário. Organize-se, planeje os passos para descolar sua iniciativa da preguiça e realmente iniciar um processo de realização pessoal e felicidade.

Mude! Mute! Gire! Mesmo que esse não seja seu jeito de fazer as coisas, faça as coisas desse jeito.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Bem vindos à Idade da Informação

Como é difícil escrever sobre o que vemos acontecer da janela...

Em minha modesta opinião, estamos mudando de idade...

Já vivemos a idade contemporânea, me sinto como alguém que está vendo a Inglaterra se modernizar com máquinas fabris, no lugar da manufatura...inicio da revolução industrial..

Agora estamos no inicio do furacão da revolução da informação. Ele está no início, mas quem está antenado (olha um termo ai que já designa transmissão comunicação), está no olho dele.

O volume de informação de qualquer tipo ou conteúdo é absurdo. Todo mundo produz algo e hoje é praticamente impossível sendo uma pessoa urbana, ficar sem saber de algo, pois a mídia virou multi. e com o espaço infinito de armazenamento que os computadores possuem (ainda falarei de armazenamento quântico e bioinformática), toda a produção e a divulgação de qualquer manifestação para fora do nosso cérebro pode ser captada e divulgada em segundos...
Isso
diminui a privacidade, porém nos dá poder. Assim quem produz informação não poderá mais prender o usuário pelo horário por exemplo. O produto tem q estar disponível para ser visto quando e onde o usuário estiver.
Esse conceito por si só já muda toda a estrutura corrente. Com a TV digital, e os gravadores de programação nas novas tvs, por exemplo. O usuário assiste o que quer na hora que quer. O desafio, com o aumento da banda e com a estabilização do sinal digital é dar as opções para se assistir o que quer em tempo real...

Um ensaio disso já acontece na internet hj em dia. A ABC ou a MSNBC por exemplo, disponibilizam em seus sites quase ao mesmo tempo da exibição normal o episódio de suas séries. O maior fenômeno desse movimento quase todos conhecem: Lost.

Assim, temos já disponibilizados para download, uma vazamento de um episódio da nova série de um dos criadores de Lost, que só estréia em agosto! Já está percebido que o mecanismo motivacional, de ser um desbravador de tecnologia e assim um distribuidor de mídias é interessante e inerente o ser tecno-humano por desvendar aquilo que é ainda segredo e sair na frente dos outros, sem contar com a geração de expectativa.

O maior exemplo desse fenômeno é o filme tropa de elite que “vazou” nos piratas antes do lançamento no cinema e se tornou assim o maior sucesso cinematográfico recente no Brasil.

Deve-se observar que a divulgação desse vazamento e o debate acerca da pirataria e direitos, deu fama ao filme e isso, em minha opinião, foi determinante para o sucesso do filme. E graças a tantas mídias disponíveis atualmente, a divulgação foi no novo boca a boca virtual que gera assunto para o mundo real.

Esses exemplos são claros indícios que a realidade das mídias mudaram, e o interessante é que não destituiu outras q são milenares, como os livros, ou a fofoca entre amigos...


Bem vindos à Idade da Informação!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Cotovelos

Cotovelo

- Cara, que isso no seu peito?

- Uma adaga, igual aquela da musica...

- Como assim, não dói?

- Dói muito...

- Pq? Como assim? O que houve...?

-Cansei da metáfora, o peito já doía mesmo...fui levar ao pé da letra, ver o que doía mais se a vida que corta ou a adaga que rasga...

- que engraçado, nem sangra...

-Não é? Achei que ia cair e tal, mas pra mim, pareceu beliscão no cotovelo...

- Pq, beliscão no cotovelo não dói?

- Não, quer ver...?

- Ih é..que estranho, pq?

- Não tem terminação nervosa..ou poucas..

- Que louco, mas e a dor?

- Que dor?

- De cotovelo...

- A essa dói...

- o choque ou o recalque?

- Os dois...

- A dor no peito, antes da adaga era mais forte, mais funda, ela carrega consigo um ar de punição, de pena, de culpabilidade

- A dor da adaga é da raiva, da exarcebação, calamitosamente dramática e movida pela cólera impensada,

- Mas então vai deixar ela ai?

- Quem a dor ou a adaga? Antes que responda, vou tirar a adaga, ela atrapalha pra dormir e pra fechar a camisa, e a do peito...acho q ela sempre esteve aqui,

- É amigo quem saber um dia as coisas mudam

- É quem sabe um dia beliscar o cotovelo passe a doer....

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Da serie coincidências (2)

A empregada doméstica da minha tia, que está com ela há mto tempo, sofreu um AVC ontem.

Minha tia chamou o SAMU, adivinha quem estava na ambulância e foi socorrer o apto da minha tia, que mora em Ipanema? A Dani, minha ex-mulher, hj mto minha amiga. Que é enfermeira profissional e o detalhe mais louco: minha prima havia sonhado com ela na noite anterior...

O universo tem um senso de humor mto peculiar....

Da serie coincidências (1)

Falando na creche da Ísis com a gerente de lá, ela me conta que uma criança recém nascida fraturou o braço, porque o idiota do montador do berço esqueceu de por os parafusos. Ao sair de lá, já no carro rodo 500 mts e vejo um berço todo retorcido e jogado no lixo...será o mesmo?